Distância: 15 Km;
Tempo: 1 hora 24 minutos e 33 segundos;
Local: São Paulo-SP;
Colocação Geral: 2580°;
Colocação Faixa Etária: 183°; e
Colocação Faixa Etária: 183°; e
Total de Corredores: 55.000.
No último dia do ano, quarta-feira, dia 31 de Dezembro de 2025, participei da 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre Bandeira, com percurso de 15 Km, prova organizada pela Vega Sports.A Corrida Internacional de São Silvestre chegou à centésima edição em 2025, reafirmando-se como o maior evento de corrida de rua da América Latina. Criada em 1925 e inspirada em provas europeias, atravessou um século de transformações urbanas e sociais, mantendo-se popular e democrática. Cresceu para se tornar um símbolo de São Paulo, com percurso passando por pontos históricos da cidade.
Não é todo dia que se corre uma edição centenária. Essa foi minha sexta participação nessa prova, corri em 2002, 2003, 2004, 2005 e 2010. Meu melhor tempo foi na 80ª edição, em 2004, completando os 15 km em 59 minutos e 30 segundos.
Saí da Rodoviária Novo Rio às 23h do dia 29 de dezembro, em uma viagem de 6 horas, chegando ao Terminal Tietê por volta das 5h30 do dia 30. Como era cedo para retirar o kit, esperei na rodoviária. Logo, outros corredores chegaram em ônibus, e os que eu conhecia decidimos ir de metrô ao Parque Ibirapuera. Chegamos por volta das 7h, mas enfrentamos uma fila gigantesca que dava voltas no parque — já era o quarto dia de retirada, e muita gente ainda não havia pegado o kit. Demorei 1 hora para conseguir retirar o meu. Depois, desci ao andar de baixo para ver a feira esportiva, lotada a ponto de mal se andar. A tentação era grande, porém acabei comprando somente uma camiseta e saí.
Como estava sozinho e fazia tempo que não ia a São Paulo, perguntei a locais como chegar ao metrô. Andei bastante até a estação, troquei de linha (não lembro o nome) e segui para a Av. Paulista, chegando por volta do meio-dia. Meu Airbnb só liberaria às 13h, então almocei no Shopping São Paulo — lotado no domingo, demorei para achar mesa. Almocei e fui descansar no hotel
Kit da prova
Na expo
Para evitar o engarrafamento de corredores na largada, acordei às 2h30 do dia 31, me equipei e caminhei 30 minutos até a Av. Paulista, chegando às 4h30, ainda escuro. Os fiscais relutaram em me deixar entrar, mas mostrei o número de peito e expliquei que queria fugir da multidão. No setor azul, usei o banheiro químico (ainda limpo, graças a Deus! Rsrs), avistei a corredora Suzy, da Bahia, dizendo que foi a primeira a chegar na Paulista. Disse a ela que eu tinha sido o primeiro que tinha ido ao banheiro, conversamos até o dia clarear, que enegia boa tem essa corredora, depois disso os corredores começaram a chegar. A madrugada chuvosa deixou o clima ameno, mas o céu nublado não impediu que esquentasse um pouco durante o percurso.
Na largada - Setor Azul na Av. Paulista
A largada começou às 7h25 com o pelotão PCD, seguida das mulheres de elite (7h40), homens de elite (8h05), outro pelotão PCD (8h06), pelotão Premium (8h08) e, finalmente, meu pelotão azul às 8h10.
Dei start no GPS e parti. No plano inicial, veio o túnel (descida e subida), e logo as ruas lotaram de corredores inscritos e pipocas. Corri em ziguezague para passar os mais lentos, registrando momentos para eternizar a centenária.
Em uma descida, três corredores (dois homens e uma mulher) bloqueavam a passagem. Gritei para abrirem; no segundo grito, passei no meio. Um reclamou "Pede licença!", e retruquei: "Eu não peço licença a pipoca! Vai se catar!".
A torcida era imensa nas calçadas; corintianos agitavam bandeiras, e gritei "Vai, Corinthians!" para alguns. Vi dois flamenguistas e berrei "Bora, Mengão!" (rsrs). Não sei os nomes das ruas, mas em alguns momentos fui registrando filmando.
Passei por um viaduto onde corredores socorriam uma senhora moradora de rua caída e ferida — prossegui, pois já havia ajuda. Contornei curvas, evitei mais pipocas e cheguei à fadiga da Av. Brigadeiro, com seus 2 km de subida que parecia interminável. Perto do viaduto do km 14, vi a galera do km 41 distribuindo cerveja (alguns paravam para beber subindo!). Não vi amigos conhecidos e acelerei na virada para a Paulista, filmando a chegada. Completei em 1 hora 24 minutos e 33 segundos, não foi o tempo que gostaria de ter feito, mas fiquei feliz: Agora faço parte da centésima edição histórica Corrida Internacional de São Silvestre.
💨
Minhas parciais por Km:
1° Km⇨4 min 59 seg;
5° Km⇨5 min 14 seg;
10° Km⇨5 min 07 seg;
15° Km⇨6 min 24 seg; e
10° Km⇨5 min 07 seg;
15° Km⇨6 min 24 seg; e
Total⇨ 1 hora 24 minutos e 33 segundos.
⇨Inscrição: A inscrição custou R$ 372,62 reais. muito caro. Para se inscrever para essa centésima edição foi uma verdadeira batalha. Pois muitos corredores, inclusive eu, ficamos na fila esperando, seguimos o processo divulgado pela organização da São Silvestre, porém quando chegava a nossa vez de se inscrever o sistema informava que a senha tinha sido rejeitada e que era para entrar novamente na fila e isso aconteceu com muitos corredores e não conseguia se inscrever. De repente algum corredor na internet divulgou um link para quem quisesse se inscrever na prova que não precisava de entrar na fila. Aproveitei esse link e fiz minha inscrição...Ufaaa vaga garantida, muitos outros corredores fizeram o mesmo se inscrevendo. Foram meses de divulgação, expectativas foram criadas, mas na prática vimos um evento que mostrou total falta de planejamento e desrrespeito com os corredores, muitos corredores ficaram horas e horas na fila perdendo tempo e não conseguiram se inscrever. Veja bem não estávamos pedindo nada de graça e sim pagando uma corrida cara. A corrida que deveria ser um espaço de inclusão, saúde e democratização do esporte, que infelizmente virou comércio. Fica a sensação de que os corredores que treinam, se organizam e a espera não é valorizada. Correr é mais que pagar inscrição: é cultura, é paixão, é comunidade. E isso não pode se perder. Lamentável...Ponto negativo;
⇨Kit: A distribuição da entrega do Kit foram 4 dias (de 27 a 30 de dezembro), com no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera. Em todos os dias tinha fila enormes para os corredores pegar o kit, houve relato de uma corredora quando chegou para retirar o kit dela, o staff avisou que alguém tinha pego kit dela, isso foi um absurdo. Como eu cheguei somente no dia 30 janeiro em São Paulo, tive que buscar no último dia, cheguei por volta das 8 horas no Parque do Ibirapuera, onde tinha uma mega fila lá dando volta dentro do Parque, demorei 1 hora para pegar o kit. Um aburdo: No Kit veio uma bolsa grande, 1 camiseta alusiva a prova, 1 número de peito com 1 chip descartável colado no número, 4 alfineteses, 2 sachês de café em pó, 2 sachês de protetor solar, 1 barra de cereal, 1 sachê de óleo de coco, 1 garrafa de Reihidrate e alguns planfletos informativos da prova. O kit foi bacana mais a entrega deixou a desejar e muito, no final da tarde a internet começou a pipocar informações dos Corredores que a Camiseta da prova tinha acabado...Lamentável os corredores pagam uma prova cara e tiveram essa frustração. Para as próximas edições essa entrega do Kit precisa melhorar e muito...Ponto negativo;
⇨Guarda volumes: A organização disponibilizou um local para guardar os pertences dos Corredores. Eu não utilizei porque não precisei utilizar então não posso avaliar esse item;
⇨Altimetria da prova: Leve...Ponto positivo;
⇨Percurso da prova: O percurso da prova foi um trajeto de 15 Kms passando por pontos icônicos da cidade de São Paulo. Começando na Av. Paulista percorrendo várias ruas de São Paulo até chegar novamente na Av. Paulista. É uma prova desafiadora, que no final tem a famosa subida da Brigadeiro. Quanto ao percurso Ok...Ponto positivo, mais nota zero para os pipocas que atrapalharam quem estava correndo;
⇨Posto de hidratação: A organização disponibilizou durante o percurso vários pontos de de água e na chegada com copos de água gelados...Ponto positivo, porém precisa melhorar durante o percurso, tem que achar uma solução para quem correu lento faltou água;
⇨Posto médico: A organização da prova disponibilizou na largada e durante o percurso ambulâncias com equipes médicas...Ponto positivo;
⇨Banheiros: A organização disponibilizou ao longo da Av. Paulista vários banheiros químicos no local da largada, não observei se tinha durante o percurso...Ponto positivo;
⇨Lanche: Não posso avaliar esse item. Pois o Kit lanche da prova foi composto de água gelada em copos a vontade, 1 garrafa de reidrate, água de coco, 1 barra de torrone e 1 picolé. Como minha filha tinha ido lá me ver na chegada e com a multidão de corredores e não corredores na chegada, procurei não perder muito tempo na chegada, após receber minha medalha, recebi uma garrafa de heidrate e água e não observei aonde estava entregando o restante do lanche, peguei um atalho e fui encontrar com minha filha;
⇨Medalha de participação: Os atletas quando cruzaram a linha de chegada, receberam uma linda medalha personalizada de metal...Ponto positivo....Porém depois muitos informaram que ficaram sem medalha...Precisa melhorar esse quesito...Ponto negativo;
⇨Premiação da prova: A organização premiou os 5 primeiros colocados na categoria geral masculino e feminino com lindos troféus e dinheiro...Ponto positivo;
⇨Premiação da Faixa Etária: Não teve...Deveria ter pois todos de suas respectivas faixas etárias merecem ser premiados, ainda mais sendo uma prova cara...Ponto negativo;
⇨Resultado da prova: A prova foi cronometrada pela empresa www.chiptiming.com.br e os atletas puderam conferir seus resultados imediatamente pelo QR CODE e pelo site da empresa...Ponto positivo;
⇨Prova: Correr a São Silvestre pela sexta vez, e logo na histórica 100ª edição, foi como fechar um ciclo de duas décadas na minha vida de corredor. De 2002 a 2025, vi a prova evoluir e com isso também apareceram alguns problemas na prova: das largadas mais tranquilas aos dias de hoje, com 50 mil inscritos, pipocas infinitas e uma torcida que transforma São Paulo em um caldeirão de energia. Relatos na internet ecoam o que vivi — o ziguezague durante o percurso, a frustração com alguns bloqueios de alguns corredores, mais valeu a pena completar essa edição histórica. Mas o que tornou essa centenária especial? Não foi só o número redondo ou os 15 km sob nuvens que ameaçavam chuva. Foi sentir que faço parte de algo maior: uma tradição brasileira desde 1925, que sobreviveu a guerras, ditaduras e pandemias, sempre democrática e acessível. Pela sexta vez, superei o cansaço da viagem do Rio, a fila faraônica no Ibirapuera e o calor surpresa, terminando com o peito estufado. Não consegui diminui meu tempo pelos bloqueios de alguns corredores durante o percurso, mas o sorriso na chegada vale mais que qualquer cronômetro. Para quem sonha em estrear ou voltar: vá! A São Silvestre não perdoa (prepara-se para as pipocas e a subida final da prova, mas recompensa com histórias eternas. Eu já tenho seis capítulos; qual será o seu? Corre lá no ano que vem e me conta nos comentários.
Parabéns a todos que correram essa prova, nos vemos na próxima linha de largada.
💨











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Jorge Cerqueira
Ultramaratonista