quinta-feira, 25 de junho de 2026

9ª edição do Desafio da Cidade Maravilhosa

Maratona do Rio: coração, perna e história em cada passo

Há provas que são apenas percursos medidos. Há outras que são verdadeiros encontros com a cidade, com o esforço e com a própria história. Assim foi a 9ª edição do Desafio da Cidade Maravilhosa. A  Maratona do Rio, que reúne quem ama correr por entre os cartões‑postais mais famosos do mundo.

Começo antes do sol
A jornada começou cedo, por volta das 4h da manhã, na Reserva do Recreio. O frio leve tornava o ar agradável, condição perfeita para manter ritmo e controle. O corpo respondia muito bem, sem dores, isso foi fruto direto de três dias de recuperação cuidadosa em casa, com descanso, gelo e massagem, que prepararam bem a musculatura para o esforço longo.

Às 5h50, após a saída dos grupos de Elite, PCD e Avançada, foi a nossa vez. A estratégia traçada era clara: manter ritmo constante e forte desde cedo, sempre com atenção redobrada enquanto ainda havia pouca luz. Percorremos cerca de 6 km dentro da reserva, onde a sombra e a tranquilidade ajudavam a concentrar‑se; depois a orla da Barra da Tijuca apareceu já sob a luz do dia, abrindo caminho para o coração do percurso tradicional da prova.

Pela cidade que acolhe
Esse trajeto antigo, que voltou nesta edição, é conhecido e querido por todos os corredores  por isso resolvi registrar partes do caminho e ainda conversar com outros corredores, transformando a corrida também em um relato coletivo. Ao longo da Barra, São Conrado, subida da Niemeyer, Leblon, Ipanema e Copacabana, uma coisa se repetia: gente nas calçadas aplaudindo, gritando nomes, estendendo água e energia. Esse apoio não é detalhe é força extra que entra pelos ouvidos e vai direto às pernas.

Houve momentos de encontros especiais: na subida da Niemeyer, um amigo corredor da Rocinha apareceu e me ofereceu ajuda, um saquinho com coca‑cola gelada que caiu como alívio perfeito. Mais adiante, ao incentivar um senhor da Polônia que caminhava, recebi um sorriso e palavras que não entendi, mas cujo sentido era universal: solidariedade de estrada.

Os últimos quilômetros e a marca que se renova
Seguimos por Botafogo e chegamos ao Aterro do Flamengo, ponto alto da torcida, mas também onde a multidão invadiu parte da pista, estreitando o caminho e atrasando o ritmo mas sem problemas algum. 
Houve ainda o pequeno contratempo de esbarrar‑me com alguém que estava no percurso, mas a regra da maratona é clara: seguir em frente.

Daí em diante, Avenida Primeiro de Março, Praça XV, frente às Barcas e a placa dos 40 km, sinal de que o final estava próximo. Acelerei na reta final, cruzei a linha com 3h32min48seg, tempo 11 minutos melhor que no ano anterior.
 
Mais do que o tempo, o que faz esta edição especial é manter viva uma marca pessoal: estou presente em todas as edições, sem faltar uma vez. Correr a Maratona do Rio é, para mim, não só completar 42 km, mas continuar escrevendo parte da história dessa prova que é a cara da cidade maravilhosa.
 
Para quem corre: o percurso é longo, mas o clima, a cidade e a torcida fazem cada passo valer muito mais.

Obrigado a Spiridon Eventos, por nos proporcionar esses momentos incríveis. Sem vocês, nada disso seria possível. Obrigado por acreditar em mim e por me dar a oportunidade de superar meus limites que venha a edição de bodas de prata da Maratona do Rio em 2027.🏃🏾‍♂️💨🇧🇷

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sejam bem vindo(a)s ao meu Blog de Corridas. Participe seus comentários serão muito importantes para mim e para outros participantes interessados no mesmo tema.

Todos os comentários serão bem vindos, mas, reservo-me no direito de excluir eventuais mensagens com linguagens inadequadas ou ofensivas.

PS: Caso queira entrar em contato, me envie um e-mail para: jcmaratona@gmail.com
Obrigado!

Jorge Cerqueira
Ultramaratonista